Como aumentar as chances de ser aprovado em editais do programa Pipe-Fapesp

Recursos de subvenção podem ser fundamentais para o desenvolvimento de uma startup, principalmente as que estão no começo de sua jornada empreendedora. 

Geralmente são oferecidos por fundações de amparo (como a Fapesp, em São Paulo) ou por algum órgão governamental, e a principal vantagem é que a contrapartida geralmente não envolve uma participação na empresa, ou seja o cap table permanece preservado.

Em São Paulo, um dos principais programas de fomento é o Pipe, da Fapesp. Para explicar as boas práticas na hora de submeter um projeto e apontar quais aspectos podem levar uma startup a não ser aprovada, Luciana Hashiba e Dr. Paulo Schor, coordenadores da Fapesp, participaram de um evento online com os empreendedores do ecossistema da Eretz.bio. Durante o encontro, também contaram sobre as mudanças que estão acontecendo nos processos de avaliação e de fomento do programa Pipe.

Confira abaixo alguns pontos que podem levar um projeto a ser reprovado e as dicas dos coordenadores da Fapesp para evitar que a negativa aconteça:

DOCUMENTAÇÃO PARA O PIPE-FAPESP

Esse é um ponto que não dá para argumentar em caso de reprovação. Na hora de propor um projeto para o Pipe, o empreendedor precisa conferir se tem todos os documentos exigidos e preenchidos corretamente. 

RIGOR NO PROJETO DE PESQUISA

É comum a Fapesp receber projetos que, por exemplo, não tenham cronograma definido ou que não indiquem em qual estágio a pesquisa está. Essas faltas causam, sim, reprovação.

Também é importante comunicar de modo claro a metodologia a ser aplicada e qual é o objeto a ser pesquisado. Afinal, trata-se de uma pesquisa científica, portanto é necessário manter o rigor desse tipo de iniciativa.

Outro ponto para ficar de olho é que, se for tentar direto o Pipe fase 2 (em que os recursos liberados são maiores para o desenvolvimento da solução), é necessário comprovar que o projeto já passou pela Fase 1 ou por uma prova de conceito equivalente.

FOCO NA INOVAÇÃO

Como o próprio nome indica, o Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) possui como propósito fomentar o empreendedorismo e a inovação no estado de São Paulo. Por essa razão, é necessário que os projetos apresentados sejam inovadores.

“Não precisa ser uma solução inédita”, explicou Hashiba durante o evento. “Mas precisa ter uma ideia inovadora, alguma coisa que tenha bastante valor. Muitas empresas deram certo no mercado trazendo algum diferencial em relação ao que já estava sendo comercializado”, acrescentou.

VERIFICAÇÃO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL

Outro aspecto que pode contribuir para que um projeto seja denegado é não ter havido anteriormente uma pesquisa de propriedade intelectual. O que a Fapesp busca nessa avaliação é garantir que nenhuma patente já existente possa impedir a empresa de operar.

“A gente não está falando de exclusividade”, explicou Hashiba. “O que queremos é nos assegurar de que a startup está desenvolvendo um projeto que depois possa ser colocado no mercado”, disse.

Além disso, a startup precisa ter direito de uso exclusivo do produto/solução que for gerado por algum tempo. Isso se aplica quando o projeto proposto à Fapesp é para desenvolver uma solução em parceria com outra empresa.

QUALIFICAÇÃO DA EQUIPE

São duas as principais falhas na hora de explicitar a equipe que fará parte da pesquisa. A primeira é não conseguir mostrar que o time indicado preenche os requisitos necessários. Nesse sentido, é importante que o pesquisador responsável tenha experiência em projetos científicos e também na área de atuação da startup.

A segunda é que, para o Pipe ser aprovado, é preciso que o pesquisador tenha dedicação exclusiva. “No caso de a pessoa submeter ao programa e planejar deixar a empresa em que ela trabalha caso o projeto seja aprovado, então precisa explicar isso no projeto, que será levado em conta”, disse Hashiba.

Por fim, para aumentar as chances de aprovação, Hashiba e Schor recomendam que os empreendedores tenham cuidado com a escrita e com a organização. Afinal, informações claras ajudam na hora que os avaliadores farão seu parecer.

Melhor ainda se o empreendedor puder indicar em qual área ele pretende atuar. Dessa maneira, o projeto é encaminhado para um avaliador com conhecimento do setor, aumentando as chances de uma análise mais precisa.

Aqui, na Eretz.bio, temos uma equipe especializada em ajudar os empreendedores das startups incubadas a participar de editais de fomento nacionais e internacionais. Ficou interessado? Faça parte de nosso ecossistema: https://eretz.bio/incubacao/

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