Inovação em empresas: me conectei a uma startup de saúde. E agora?

Muitas empresas têm estruturado áreas de inovação para avaliar melhorias em seus processos e serviços e dar o próximo passo em seu crescimento.

Uma das principais estratégias dessas áreas tem sido a conexão com startups.

Esse tipo de parceria permite que as grandes empresas consigam acelerar seu processo de inovação e resolver suas dores de uma maneira mais rápida e efetiva, podendo resultar em iniciativas como codesenvolvimento de soluções, incorporações tecnológicas e projetos-piloto.

Mas como começar um projeto em parceria com uma startup? Quais são os principais pontos de atenção? E como maximizar as chances de atingir o resultado esperado?

Confira as respostas para essas e outras perguntas em nosso guia abaixo.

POR QUE SE CONECTAR COM UMA STARTUP?

Quando uma empresa busca a conexão com startups de saúde, está de olho em soluções inovadoras que possam resolver suas dores. E, aqui, as possibilidades são múltiplas. 

Ao se ligar a uma startup, a empresa poderá adquirir ou codesenvolver soluções que contribuam, por exemplo, com a melhora da saúde e do bem-estar de seus colaboradores e clientes, que tenham potencial de gerar novas linhas de receita ou até mesmo resolver suas dores de mercado. Dentre tantas possibilidades, o mais atrativo nesse tipo de parceria é trazer para si as principais características de uma startup: velocidade, foco e inovação. Essa combinação pode ser o que falta para se destacar ainda mais no mercado.

Mas a área de inovação da empresa, para aumentar as chances de alcançar os resultados esperados, precisa se estruturar para se relacionar com startups

A criação de soluções para o setor da saúde envolve uma série de etapas importantes, desde sua idealização, passando pela regularização e chegando à inserção no mercado. Em todos esses momentos, o ideal é contar com o apoio de quem conhece a jornada das startups e também o mercado onde o produto/serviço será inserido. Isso ajuda muito a mitigar os riscos.

A IDEIA DA STARTUP FUNCIONA?

Além do cuidado para diminuir os riscos, é importante destinar atenção para a parte técnica da solução oferecida. É importante entender se o produto da startup já passou por algum tipo de validação. Caso contrário, é muito importante que seja realizada! Nessa hora, a empresa pode optar por fazer uma validação técnico-científica do produto.

O processo de validação é aquele momento em que é possível simular a solução em um ambiente controlado, a fim de checar se a ideia proposta conseguirá atingir os objetivos esperados. Nessa fase, também é possível recolher dados e informações sobre o produto/serviço e melhorá-lo ainda mais.

Essa validação é muito importante em dois aspectos. O primeiro deles está relacionado a obter a liberação dos órgãos regulatórios, como a Anvisa e FDA, a fim de poder comercializar o produto/serviço de acordo com as normas do país de interesse. O segundo aspecto tem a ver com a comprovação de que a solução realmente agrega valor e que pode resolver a dor da empresa.

Durante a validação técnico-científica é essencial focar a confiabilidade dos dados que se pretende avaliar, por isso a importância de elaborar e executar um projeto com bastante cuidado e com parceiros confiáveis.

TEM ESPAÇO PARA O PRODUTO NO MERCADO?

É importante lembrar que a validação técnico-científica não serve apenas para assegurar a qualidade técnica do produto. Também contribui para avaliar a facilidade com a qual o público-alvo vai utilizar a ferramenta, o que chamamos de usabilidade. É importante que o usuário final consiga usar e compreender a solução, além de enxergar o valor que oferece.

Também é possível conferir se há espaço para o produto no mercado, através da realização de um estudo piloto e/ou de viabilidade, que têm como objetivo analisar como a solução da startup se comporta no mundo real e quais os frutos que pode trazer para a empresa.

Ao se conectar com uma startup de saúde, muitas vezes a empresa não tem a resposta para as questões acima, ainda mais quando não acompanhou o desenvolvimento da solução. O estudo piloto e/ou de viabilidade, assim, pode antecipar problemas que podem acontecer no go to market (precificação, logística, suporte dos clientes etc.)

A IMPORTÂNCIA DE TER OS PARCEIROS CORRETOS NA INOVAÇÃO

Todas essas etapas do desenvolvimento de uma solução, como a validação técnico-científica e o estudo piloto, são fundamentais e demandam tanto capital humano quanto financeiro. Por isso, é fundamental ter parceiros confiáveis para elaborar esses projetos e colocá-los em execução.

Do contrário, os dados produzidos podem não ser tão confiáveis e poderão comprometer os resultados obtidos pela área de inovação da empresa.

O hub de inovação do Hospital Albert Einstein, a Eretz.bio, consegue apoiar as empresas nesse momento em que estão se conectando com startups.

Além de ser uma incubadora, a Eretz.bio oferece suporte em projetos de codesenvolvimento, de validação e de prova de conceito, com o diferencial de unir empreendedores e grandes corporações, além de especialistas médicos. Hoje já são cerca de 150 projetos envolvendo startups e o Einstein.

CASES DE APOIO EM CONEXÃO COM STARTUPS

Um exemplo de parceria coordenada pela Eretz.bio foi a conexão entre o Einstein e a startup Salvus. A ideia dessa cooperação foi avaliar a usabilidade de um de seus produtos, a solução ATAS O2. 

O dispositivo conta com um fluxômetro digital IoT para o monitoramento em tempo real do fluxo de gases medicinais, como o oxigênio, e com um sistema web que recebe os dados enviados pelo fluxômetro, processa e exibe de maneira remota. Controlar o consumo e o estoque desses gases pode parecer algo simples e corriqueiro, mas não é. Antes da solução da Salvus, era necessário que uma pessoa fizesse essa aferição de forma manual e registrasse os dados no prontuários sempre que houvesse qualquer modificação, além de ter de tomar conta dos cuidados e do bem-estar dos pacientes que precisam desse tipo de tratamento.

Muitas vezes, a vida dos pacientes depende do monitoramento preciso dos gases. Mensurações incorretas também podem levar ao aumento dos custos e à sobrecarga dos profissionais de saúde.

Para diminuir esses riscos, a Salvus desenvolveu um fluxômetro digital IoT, que conecta as informações de fluxo dos gases nos cilindros ou tubulações aos sistemas de gerenciamento das instituições de saúde.

Ao longo de cinco meses, foram realizados testes do ATAS O2, comparando a performance desse dispositivo ao método convencional de registro de oxigênio adotado pelo Hospital. Tudo em um ambiente real. Este período foi muito rico para a avaliação da solução em ambiente real, trazendo informações para o aperfeiçoamento e ajustes dos últimos detalhes do produto.

Ao término do piloto, o ATAS O2 registrou, em média, 340% mais consumo de oxigênio do que a aferida pelo método, comprovando os benefícios do monitoramento em tempo real, podendo reduzir custos e a carga de trabalho das equipes de assistência.

Esse case mostra que a parceria entre o Hospital, como empresa, e a startup pôde contribuir tanto para melhorar a solução desenvolvida, tornando-a muito mais competitiva, quanto para aprimorar a qualidade do atendimento aos pacientes e dos processos de gestão hospitalar.


Quer entender como a Eretz.bio pode contribuir com a jornada de inovação da sua empresa. Então clique neste link e entre em contato com nossa equipe: https://eretz.bio/contato/

Foto: shutterstock
Hoje já são cerca de 150 projetos entre o Einstein e startups – foto: einstein/divulgação
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