Conheça a jornada da MedRoom, da incubação na Eretz.bio à venda à Ânima Educação

Conheça a jornada da MedRoom, da incubação na Eretz.bio à venda à Ânima Educação

MedRoom, startup pioneira em desenvolver treinamento em saúde com realidade virtual a partir de simulações de alta fidelidade, foi vendida à Ânima Educação por um valor não revelado. Fundada por Sandro Nhaia e Vinícius Gusmão, a healthtech está incubada desde o fim de 2017 no ecossistema da Eretz.bio e foi investida pelo Hospital Israelita Albert Einstein.


“Na verdade, já tínhamos um relacionamento com o Einstein antes mesmo da Eretz.bio ser inaugurada”, relembra Vinícius Gusmão, um dos fundadores da empresa. “Quando comentaram com a gente que iriam fazer a incubadora e o coworking, gostamos da ideia e nos mudamos logo no início.”


Quando chegou à Eretz, a Medroom era uma empresa com oito funcionários. A partir daí, foi crescendo, passou a contar com cerca de 30 pessoas na equipe e mudou-se para uma sede própria no Brooklin, bairro da zona oeste de São Paulo, onde ficou até ser adquirida pela Ânima.

Seu principal produto é o Atrium, um laboratório em realidade virtual que permite ao aluno explorar a anatomia do corpo humano, como se estivesse trabalhando com corpos reais. A plataforma permite o atendimento a dois pacientes, um homem e uma mulher, com todas as macroestruturas modeladas em 3D com aspecto realista e anatomia correta.


E o processo de desenvolvimento e validação do laboratório virtual foi todo feito em parceria com a unidade de ensino do Einstein. “A Eretz construiu o relacionamento entre a MedRoom e a faculdade do Einstein. A gente trabalhou junto com alunos e professores no nosso projeto. Cada vez que a gente tinha um avanço, mostrava para eles e recebíamos o feedback”, conta Gusmão.​​


“Teve um feedback que a gente considerou um dos melhores. A gente tinha feito um coração em realidade virtual com o máximo de capricho. Assistimos a um vídeo de uma cirurgia em que um coração ia ser transplantado, e ele estava batendo em cima da mesa. Modelamos o nosso com base naquele vídeo, e ele ficou muito bom”, diz.


“Mas, quando fomos mostrar para o professor Alexandre Holthausen Campos, ele disse que estava errado. Não entendemos nada. Respondemos que estava certo, tínhamos feito a partir de um coração real, em um transplante. Aí o professor explicou que esse era o problema. Na mesa, o coração fica de um jeito. No corpo humano, no tórax, por causa da gravidade e dos outros órgãos, ele fica com um formato diferente, e nós tivemos que refazer. Eram feedbacks assim que a gente recebia.”


Gusmão também destacou o apoio que teve do time de investimentos da Eretz.bio, principalmente na hora de levantar os números que precisava levar para as negociações com possíveis investidores, e as mentorias com Daniel Cleffi, atual head do Google, que contribuiu trazendo o viés do setor de educação à Medroom.

o futuro da medroom

 

No comunicado enviado ao mercado, a Ânima explicou que a aquisição da MedRoom faz parte do projeto de fortalecer sua vertical de educação no setor de saúde — a Inspirali. “Nossa marca continua, a empresa também, e  100% da equipe foi absorvida pelo grupo. A gente sempre teve uma limitação de recursos, e a expectativa é que, com a Ânima, a gente consiga entregar muito mais e também tentar levar esse conhecimento para fora do Brasil”, explica Gusmão. 


Segundo o Brazil Journal, site referência na cobertura de negócios, a MedRoom já licenciou seu software para 20 das cerca de 340 faculdades de medicina do país, incluindo as da Ânima. Foi daí que começou o relacionamento entre as duas empresas, levando à compra. Essa é a segunda aquisição da Ânima em novembro. No início do mês, comprou a operação da Laureate no Brasil, que contava com cerca de 55 mil alunos, por R$ 4,4 bilhões.


A venda da MedRoom para a Ânima é a segunda negociação envolvendo startups incubadas na Eretz.bio nos últimos dois meses. Em outubro, a iClinic, especializada em soluções de prontuário eletrônico, telemedicina e sistemas de gestão para a área médica, tinha sido vendida à Afya, também do setor de educação, por R$ 182,7 milhões.


Para mais informações sobre como funciona a incubação de startups na Eretz.bio, confira aqui:https://eretz.bio/como-funciona/

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